que deveria envolver os seres alados
- Que ela não demore...A dor em suas asas chegava a roubar o raciocínio. Por pior que pudesse parecer, só lhes restava esperar. A anjo não podia fazer mais nada, Bianca já estava a caminho.
Mas, será que daria tempo? Maquilael e Alexander estavam bastante feridos. Eles coseguiriam aguentar até que a querubim chegasse?
Siquer voar para pedir mais ajuda estava conseguindo. Uma raiva lhe percorre o corpo, uma raiva que logo é substituída pela dor, uma pontada aguda quer a faz cambalear. Suas pernas, já trêmulas, lutavam para sustentar o peso do corpo, enquanto seus olhos oscilavam entre os feridos e o portão.
- Que ela não demore...
Uma batida no portão de metal arranca Jel de seus pensamentos. Com dificuldade, ela levanta o portão para que Bianca pudesse passar.
- Onde eles estão? - Disse a querubim entrando
- Nos fundos
Estava preocupada demais para entender o porquê de Bianca estar aparecendo 3 anos mais velha. A menina que estava esperando se apresentou como uma garota.

Enquanto Jel fechava o portão Bianca seguiu na frente. No fundo do galpão, Alexander estava ensanguentado, caído dentro de seu glifo, à suas costas, a parede marcada com garras e sangue denunciava que o que quer que eles tivessem enfrentado, havia enfiado as garras no captare e o arrastado na parede da estrutura.
A querubim ajoelhou-se diante do irmão e deu um demorado beijo em sua testa. Pedindo para que os céus atendessem suas preces e pelos céus sendo ouvida, as feridas captare começaram a se fechar.
Voltou-se então para Maquilael que, não muito distante, começava perder o foco de sua visão, sua armadura destruída, exibia a brutalidade e a força dos golpes sofridos.
A menina se aproximou do dominação e beijou sua mão e em segunda mediu o pulso. Bianca estava séria de uma forma que ainda não se tinha visto. Até mesmo depois de ser espancada, na missão contra o mago de Anubis, ela mantinha seu entusiasmo.
A querubim juntou então as duas mão e colocou sobre o peitoral quebrado da armadura.
Uma bola de luz formou-se nas mão da garota e ela a contraiu contra o dominação. Em seguida outros flocos de luz que surgiam ao redor da querubim, começaram a ser atraídos para as mãos iluminadas. E assim ficou por alguns minutos. A expressão do Dominação pouco a pouco tornava-se mais aliviada de acordo com as feridas que iam se fechando.
- Cadê o Goku?
- Lá em cima- Apontando para o anjo envolto em cabos de aço que o estavam sufocando.
- E por que ele ainda está lá em cima? - Sem entender o porquê de ainda não o terem tirado de lá.
Jel respirou fundo, e abriu suas asas.
Quebradas, ensanguentadas, podia sentir as penas úmidas de sangue unidas umas as outras. A face da querubim tomou-se de pena por um segundo, mas logo tornou a seriedade de antes. Bianca levantou-se e voou até os cabos de aço que estavam estrangulando o querubim.
Depois de tê-lo deitado no chão, começou a prestar primeiros socorros. O ar que havia lhe sido privado agora voltava aos pulmões e depois de alguns minutos ele já havia recobrado a consciência. Num pulo agarrou-se em uma das hastes de metal e subiu.
- Jel, vem cá.

- Não, não se preocupe. - Sua dor era grande mas não era insuportável. Se Bianca ainda pudesse curar alguém, que curasse a Alexander ou a Malquiel. Eram eles os que estavam mais gravemente feridos, eles estavam precisando de um milagre muito mais que ela.
- Deixe-me ver suas asas. - Insistiu
E, como uma fria brisa suave a percorrer-lhe as asas, cessando as dores, recompondo ligamentos, reparando tecidos, Jel sentiu a cura da querubim.
- E agora...? - Respirando fundo com as mãos na cintura, analisando de vista o estado de cada um.
Bianca se ajoelhou novamente ao lado de Maquilael e terminou de gastar o que ainda tinha de energia mística para curar algumas feridas restantes. O Barulho do portão sendo erguido chamou a atenção de todos. Viel entrou a passos largos pelo galpão.
- Consegui encontrá-lo. Ele está indo para Praça do Ferreira. Como estão?
- Melhor...- Respondeu Maquilael
Bianca ajudou Viel a levantar o dominação, enquanto Jel ajudava Alexander. Todos de pé, apoiados uns nos outros para prosseguir.
- Vocês não querem que eu vá com vocês? Vocês vão precisar de ajuda.
- Vão não frente, eu quero falar uma coisa com a Bianca- Disse o captare
- Certo
O restante da falange continuou, Alexander, voltou-se para Bianca e a abraçou. Um abraço forte. E falou quase ao ouvido da garota.
- Obrigado. Eu não sei o que seria de mim, o que seria de nós sem você hoje.
- Mas, vocês...
- Você já fez o suficiente, você fez mais que o suficiente. Eu não quero que se arrisque. Eu quero que você vá para casa e espere eu voltar.
- Mas Al...
- Obrigado- E com um beijo na testa ele se despediu
Foi juntar-se a seus companheiros de batalha. Aqueles cujo sangue se mistura ao seu na batalha.
Colegas de falange, parceiros, amigos.- Eu ainda posso fazer uma coisa por vocês.
Que a graça divina sobre vocês seja derramada
Que o Senhor os livre do mal
In nonime Patris et Fílii et Spitiui Sancto Amen.

Que o Senhor os livre do mal
In nonime Patris et Fílii et Spitiui Sancto Amen.

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- E naquela tenda? Vocês sabem o que tem?
- Eles vendem umas bebidas lá...
- Eles vendem umas bebidas lá...
Continua . . .

Um comentário:
In nonime Patris et Fílii et Spitiui Sancto Amen!
bom, só o de sempre...
até.
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