O relógio marcava 8:00. Sobre o criado mudo, uma bandeija aguardava silenciosa o despertar da menina. Um copo de achocolatado, algumas frutas e dois sanduiches já frios. Alexander deveria tê-los preparado antes de sair.
Olhou o celular para ter certeza de que já não haviam ligado. Folga parecia uma palavra inexistente no dicionário de um anjo. Mas não havia nenhuma ligação. Jogou o celular sobre o colchão da cama de casal e se deitou novamente.
Curar...
Não curar

Não curar

Lembrou-se dos ensinamentos de seu avô.
Com algum esforço levantou-se. E foi para o banheiro. A água gelada fez a menina estremecer. Embora pudesse usar o chuveiro quente, não gostava da ideia de um banho quente, numa cidade naturalmente quente.
Enfaixou as fraturas mais expostas e agradeceu a Deus por não ser a única querubim da falange quando notou todos os seus dentes no lugar.
Ainda estava de toalha quando pegou seu diário e começou a escrever
- É... vamos treinar minha querida Shivani...
Treinar nas condições em que estava era um desafio. Os músculos forçavam e reclamavam o esforço. Vez ou outra parava um pouco e comia algo. Mas, logo, voltava ao treinamento.
O cabelo era molhado pelo suor das costas mesmo estando preso, a camiseta agarrava apele, uma pele esfogueada, quente. A respiração ofegava e fios de cabelo resistiam a manter-se amarrados e se soltavam com os movimentos mais bruscos realizados pela garota.
Enxergava o ambiente a sua volta pela pele, pelo som. A venda nos olhos testava a precisão de cada golpe.
Sua habilidade com a espada estava ficando cada vez melhor.
Quando a noite cobriu os céus, a querubim encerrou seu treinamento. Tomou um banho e começou a fazer suas orações. Já estava num limear entre o sonho e a realidade quando escutou a tranca da porta abrindo.
- Bianca?- Colocando as chaves e o terno sobre a mesa.
- Hum?- Disse a menina de bruços, sob o lençol e cobrindo a cabeça com o travesseiro
- Como você está?
- Cansada, inchada e toda roxa.
O captare riu da brincadeira
- E por que você está assim?-Desabotoando a camisa
- Tava treinando, descobri que eu tenho nervos que nem sabia que existia.-Ela faz ma pequena pausa e complementa - Eles estão doendo agora.
- Vamos jantar?
- Tô sem fome, eu passei o dia comendo.
- Assim você engorda.
- Eu estou em fase de crescimento...- Resmungou afogando a cabeça no colchão
- Sei... Posso ajudar em alguma coisa?
- Não precisa, não; mais tarde eu me curo.
- Alzinho, meu amor. Naquela falange, enfrentar a morte é cotidiano, pelo que eu estou vendo.
- Eu vou para o quarto, qualquer coisa, chame.- Dá um leve abraço nos lençois
- Boa noite, Al- Levantando o travesseiro
- Durma bem...
Evoluímos, quando chegamos várias vezes ao nosso limite, sem ultrapassá-lo.É como um elástico, se você o esticar todos os dias até o seu máximo, ele vai começar a ceder.
Quando isto ocorre, o limite se expande.
Mas se você o forçar além do seu limite ele quebra, e todo esforço terá sido em vão
Enfaixou as fraturas mais expostas e agradeceu a Deus por não ser a única querubim da falange quando notou todos os seus dentes no lugar.
Ainda estava de toalha quando pegou seu diário e começou a escrever
"O que eu faço?" ela perguntavaOlhou para espada proxima a cama.
"O que você achar que é certo." Pensava em seguida.
- É... vamos treinar minha querida Shivani...
Treinar nas condições em que estava era um desafio. Os músculos forçavam e reclamavam o esforço. Vez ou outra parava um pouco e comia algo. Mas, logo, voltava ao treinamento.
O cabelo era molhado pelo suor das costas mesmo estando preso, a camiseta agarrava apele, uma pele esfogueada, quente. A respiração ofegava e fios de cabelo resistiam a manter-se amarrados e se soltavam com os movimentos mais bruscos realizados pela garota.
Enxergava o ambiente a sua volta pela pele, pelo som. A venda nos olhos testava a precisão de cada golpe.
Sua habilidade com a espada estava ficando cada vez melhor.Quando a noite cobriu os céus, a querubim encerrou seu treinamento. Tomou um banho e começou a fazer suas orações. Já estava num limear entre o sonho e a realidade quando escutou a tranca da porta abrindo.
- Bianca?- Colocando as chaves e o terno sobre a mesa.
- Hum?- Disse a menina de bruços, sob o lençol e cobrindo a cabeça com o travesseiro
- Como você está?
- Cansada, inchada e toda roxa.
O captare riu da brincadeira
- E por que você está assim?-Desabotoando a camisa
- Tava treinando, descobri que eu tenho nervos que nem sabia que existia.-Ela faz ma pequena pausa e complementa - Eles estão doendo agora.
- Vamos jantar?
- Tô sem fome, eu passei o dia comendo.
- Assim você engorda.
- Eu estou em fase de crescimento...- Resmungou afogando a cabeça no colchão
- Sei... Posso ajudar em alguma coisa?
- Não precisa, não; mais tarde eu me curo.
- Você... não precisa se esforçar tanto
- Alzinho, meu amor. Naquela falange, enfrentar a morte é cotidiano, pelo que eu estou vendo.
- Eu vou para o quarto, qualquer coisa, chame.- Dá um leve abraço nos lençois
- Boa noite, Al- Levantando o travesseiro
- Durma bem...
... minha pequena ...
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Um comentário:
Há! adorei a foto da shivani e da moça no lago na floresta...
Curar ou não curar...
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